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Marcelo's Site

Blog EntrySep 14, '06 10:08 PM
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Doença auto-imune é a situação médica na qual se desenvolve uma doença a partir de uma agressão do organismo contra elementos constitutivos normais, através de anticorpos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_autoimune).

Será que estou com uma doença autoimune de novo??

Vou explicar... Desde ontem à tarde que estou com o pescoço, os braços e as costas vermelhinhos, e coçando. Nãããão, não é que a noite tenha sido boa (oh, Infâmia), mas parece muito com reação alérgica. A única pergunta é: a que? Não comi nada de estranho desde que cheguei aqui (o capuccino é alguma coisa estranha? O.o). Diante disso, a única coisa que me ocorre, é que deve ser algum tipo de doença autoimune.... O meu corpo me sacaneando por causa da mudança, da saudade da família, dos amigos, e da terrinha maravilhosa que é Aracaju....

êeeta como eu sou brega.

=)

 


Blog EntrySep 12, '06 9:01 PM
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Pois é, quem diria... há algum tempo atrás nem eu queria acreditar que finalmente chegaria o dia em que sairia de casa... mas parece que independentemente do que a gente espera ou não, o tempo passa. A vida segue adiante e de repente nos deparamos com situações antes inesperadas.

 

O que dizer dessa primeira semana?

 

Aqui vai tudo muito, muito bem. Honestamente, não tenho do que reclamar. Dei sorte na escolha do lugar onde moro. Estou num quarto de pousada, ou melhor, de ex-pousada. A dona demitiu os funcionários e fechou a pousada, e passou a alugar os quartos. Achei até melhor que fosse assim, porque tenho mais privacidade. Em compensação, temo que se alguma coisa me acontecesse, eu ia me lascar sozinho (e acho que esse deve ser o principal medo de quem mora só... na hora do aperto, você pode não ter ninguém com quem contar).

 

Como eu ia dizendo... o lugar é ótimo. O quarto é bem arejado, a pintura é nova, o ar-condicionado, o frigobar e a V funcionam muito bem. Eu encontrei o quarto limpinho o que me causou uma ótima impressão. Estou tentando conservá-lo assim. Na minha primeira ida ao supermercado, no dia seguinte a minha chegada, a maior parte do dinheiro que gastei em compras foi com material de limpeza (!). Vassoura, rodo, sabão em pó, em pedra, detergente, esponja, água sanitária etc etc etc. E já estreei tudo. Lavei o banheiro há alguns dias, e procuro varrer o quarto de dois em dois dias. (às vezes nem eu acredito que estou mantendo tudo tão limpinho...rs).

 

Fora esses detalhes de limpeza e arrumação, o lugar é muito bom também porque eu moro a 2 quadras da praia. Além de seguro (a orla é um dos lugares mais seguros da cidade, segundo o que me disseram), tenho a opção de sair pra caminhar o horário que eu quiser. Ontem, por exemplo, caminhei das 10 as 11h30 da noite.

 

Já o trabalho... ainda não tenho opinião formada. Semana passada praticamente não trabalhei. Nos primeiros dias foi só conhecer pessoas, conversar e conversar e foi tudo. Depois de conversar com a assistente social do INCRA, decidiram me colocar no setor de Protocolo. Basicamente, meu trabalho seria carimbar e assinar, carimbar e assinar, carimbar e assinar... Dá pra ver como me empolguei com isso não? =p Então... passei um dia inteiro “trabalhando” no Protocolo (pra dizer a verdade, foi um dia inteiro pesquisando na internet preços de aparelhos de DVD pra comprar, e isso porque o servidor não permite acessar fotolog, orkut etc). Daí que no dia seguinte, o chefe da Administração veio falar comigo. Por causa da minha formação em informática, ele decidiu me colocar no setor de Informática, já que seria bom pra mim e pra o próprio INCRA. Beleza! – pensei. Agora vou começar a trabalhar mesmo! Poooois... que nada! Mal comecei na Informática, e já me mudaram de setor de novo. Tipo, a Informática é ligada ao Planejamento, que é o setor responsável por planejar (duh!), orçar, programar etc etc e além disso, monitorar o funcionamento de todos os outros setores do INCRA. Daí que quando o chefe da Administração foi me apresentar ao chefe do Planejamento, este me levou pra trabalhar com ele. Eu tive escolha? Non non non. Maaaas beleza, ainda assim vou começar a trabalhar. Que nada! Até agora tenho feito trabalho de estagiário: mandar um e-mail aqui, preparar uma planilha ali, colar papéis em folha de ofício (juro!). E entender realmente qual a minha ocupação, rien de rien.

Mas não perdi a esperança de ficar na Informática mesmo. Falei ontem com o cara responsável pelo setor, e ele me disse que estava tentando convencer o chefe da Administração a me deixar lá mesmo. E pra mim isso seria ótimo, até porque ele me disse que se eu ficasse lá, não precisaria trancar a faculdade (e pra mim seria a chance de me “reconciliar” com a informática). Mas se eu ficar no Planejamento mesmo, provavelmente não terei a possibilidade de fazer faculdade durante o dia, daí vou acabar tendo que ou fazer vestibular de novo, ou pagar uma particular. O chefe da Administração até chegou a me sugerir isso (e eu mordi a língua pra não perguntar se ele não queria pagar pra mim... hunf). O que me chateia nessa situação, é que existe uma lei que me garante o direito de continuar estudando, e de trabalhar em horário especial. Acontece que o INCRA de Maceió não funciona à noite, e por isso, eu não tenho como repor as horas não-trabalhadas. E isso complica tudo.

 

Engraçado... eu comecei o texto dizendo que não tinha do que reclamar e já reclamei de um monte de coisa... =p. Normal, eu sou assim mesmo. Mas realmente, posso dizer que a vida está boa, e não tem nada que esteja me incomodando no momento (a não ser, obviamente, a saudade de casa, da família e dos amigos, que é enooooooooorme!). E tenho descoberto pequenos prazeres de se morar só, como: poder colocar o som na altura que eu quiser, chegar num supermercado e pensar que posso comprar tudo o que eu quiser (loucura né?) e (pasmem!) o prazer de arrumar a casa (sentindo o suor escorrendo pela testa...hahaha). Entre outras pequenas coisas, que você só percebe morando sozinho mesmo.

 

PS: Tá, eu sei que esse post tá enorme, ninguém vai chegar até aqui mesmo, mas preciso deixar um recado, nem que seja pra mim. Eu PRECISO parar com essa mania de ficar misturando ingredientes malucos pra fazer comida. Pronto.

PS2: Ah, é que eu comprei um pote de capuccino com chocolate no supermercado, e ontem resolvi fazê-lo... gelado! Eu não tenho como esquentar o leite, então bati no liquidificador gelado mesmo e tomei. O resultado? Ficou gostoso... Mas só consegui dormir depois das 3h da manhã. E dá-lhe enjoô, e vômito, e dor de barriga... E hoje de manhã acordei com o corpo todo doído, uma baita dor de cabeça e o enjôo constante. Tive que pedir dispensa do trabalho, e pra falar a verdade, só de pensar no capuccino, tenho vontade de vomitar...

aiai... pq eu só aprendo assim mesmo.


Blog EntryOct 17, '05 11:54 AM
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Está decidido! Ressaca moral, no more! A partir de hoje, estou adotando definitivamente a filosofia do "ligue o foda-se e seja feliz". O jeito Lurdinha de ser (encarar os fatos como eles são realmente, não brigar com a realidade, não encanar com nada e não complicar as coisas). Enfim... nada de me estresar à toa mais.

Dessa vez, tem que ser pra valer... até pq há muito tempo já eu tento ser assim... e acho que o sou com muitas coisas. Mas nem com tudo... principalmente quando isso envolve pessoas caras a mim. Mas, no fim das contas, de que adianta encanar com qualquer coisa que seja? Pois eu digo, não adianta nada. Aquilo que a gente não pode resolver, resolve-se sozinho. E eu nunca fui de ficar esperando, eu sempre tive a iniciativa de resolver os meus problemas.

O lance é que estes dias, saí, bebi demais, beijei quem não devia, falei com quem não devia, disse o que não devia. Mas e daí?? Ora, foda-se. Agora já foi. Na vida (infeliz ou felizmente, ainda não me decidi) não existe "Ctrl+Z", então não existe isso de "consertar os erros". No máximo o que se pode fazer é mudar a direção que uma bobagem feita poderia tomar, mas o que é não tem volta...
Por outro lado... as coisas passam, as pessoas esquecem (graças a Deus, eu também esqueço!). Então, no fim das contas, algumas coisas acabam morrendo por esquecimento. Entonces, Marcelo, don't worry. "Don't hideaway, 'cause I know you've got what it takes. I believe you can be what you wanna be" (escrita para mim, by The Corrs. =D).

Sim, eu tenho feito muitas bobagens... e isto aqui é para me lembrar de não me preocupar - tanto - com elas.

Blog EntryOct 10, '05 9:19 PM
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É, bem como eu previa, melhorei. Aquela tristeza latente foi embora, mas ainda não to sentindo a alegria sem noção da semana passada... Mas não importa. Eu sei que ela tá aqui. E sei que, cedo ou tarde, tudo fica numa boa.

Hoje rolou um pouco de ressaca moral por algo que fiz (pra deixar registrado: preciso lembrar de NUNCA MAIS escrever email estando bêbado)... mas tá tranquilo. Tô aprendendo a conviver com meus sentimentos e as bobagens que faço sem necessariamente ficar me remoendo por isso. What's done is done. And, I do what I must...always

Blog EntryOct 9, '05 11:24 PM
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Depois de todo esse tempo sozinho, é inevitável confessar: eu estou carente. E pra mim, pessoa arrogante-metida-a-autosuficente é extremamente complicado admitir isso. Não apenas pelo fato de eu concluir que não estou bem quando deveria -poderia- estar, mas por perceber que o meu bem-estar no momento depende de uma outra pessoa.
Longe de mim achar que sou autosuficiente. Há muito tempo descobri a convivência em grupo, há muito sei que dependo dos meus amigos. Mas há uma diferença... To sentindo falta de coisas pequenas que me acostumei a ter : SMS diariamente, ligações à noite, cobranças, ciuminhos bobos e alguém pra me dizer que sente minha falta (embora tenha me visto há poucas horas). Sinto falta da cobrança, do carinho incoerente e "altruísta" que só pode vir de uma pessoa que te ama. E sinto falta de sexo com amor também.
Mas não é só... até minha autoestima parece estar em jogo. E isso é o mais absurdo... aquele lance de "com você por perto eu gostava mais de mim (R.Russo)".

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Mas no momento, o pior foi o que eu fiz da minha carência. Joguei todas as minhas expectativas (que eu nem sabia que tinha de novo) em cima de uma pessoa, e, obviamente, ela não agiu da forma que eu esperava... até porque eu não combinei previamente com ela a forma que ela devia agir. ¬¬
O pior é que era óbvio desde o começo que isso era o que ia acontecer. Só que eu, um pessimista sonhador, nunca sei a quem dar ouvidos... e fica esse eterno conflito entre o lado direito e o esquerdo do cérebro.

Algo que fica cada dia mais evidente: eu TENHO que aprender a viver no presente. Fica difícil viver numa boa quando se passa a maior parte do tempo no passado ou no futuro... E sempre por motivos ruins: no passado, pra remoer as merdas que já fiz e me sentir pior igualzinho à época em que as coisas aconteceram... no futuro, pra prever os desastres e impedir a vida de me surpreender com coisas negativas. É uma neura tão grande, que começo a viajar com coisas absurdas...

E daí... acabou que ontem minhas expectativas foram frustradas. E ficou uma dor, um sentimento de impotência... a segurança foi embora e eu me senti indefeso como quando não sabia pensar por mim mesmo e tinha que me perguntar a todo momento o que os outros achariam das minhas decisões...
Engraçado... quando eu quero me flagelar, me sentir mal, é fácil demais... é só lembrar de todas as coisas ruins que já me falaram, de todas as críticas e momentos em que me senti um verme. Agora, pra me sentir bem, isso não funciona... até pq na maior parte do tempo, eu esqueço os elogios assim que os escuto. Eu tenho um filtro pra elogios muito eficiente. Ele não aceita elogios de desconhecidos, pq eles não tem nenhum embasamento pra elogiar. E não aceita elogios de amigos, por que eles são suspeitos quando elogiam. Agora, as críticas... ah... raramente uma crítica não me atinge. Eu tenho que estar muito seguro de uma coisa, pra poder passar imune por uma seta venenosa.

Eis a complexa cabeça de um canceriano. Se não fosse o meu lado capricorniano, acho que eu seria a pessoa mais problemática do universo. Engraçado, que apesar de tudo, to numa fase muito boa... tenho ficado feliz a maior parte do tempo. Só que hoje rolou essa tristeza, e ela tá se tornando mais frequente a cada dia... Amanhã vou estar melhor, eu sei. Mas até la...

Blog EntryJul 31, '05 12:17 AM
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Uma coisa que de certa forma eu demorei a aprender mas que acabei aprendendo 'na marra' mesmo foi o seguinte: em questão de relacionamentos, eu sou igual a todo mundo. Não que eu alguma vez tivesse me achado superior. Apenas diferente. E de uma forma que hoje não acho que seja positiva.

Primeiro: eu achava que não era capaz de me apaixonar. Hoje isso parece meio idiota, mas sempre foi uma verdade evidente. E o motivo, simples: eu enjôo rapidamente das pessoas. Acaba sendo inevitável. Se eu conheço uma pessoa muito interessante, e a atração é recíproca, aquela pessoa de repente preenche todos os espaços vazios do meu dia. Quando me dou conta, ela já está em tudo o que eu vejo, em tudo o que eu faço. E de repente os defeitos aparecem. Nesse momento, tudo é motivo pra enjôo, até mesmo o fato de essa pessoa me lembrar outra de quem não vou com a cara. Daí... não tem volta. E lá se foi mais um grande amigo / amor.

Além disso, eu também achava que quando entrasse num relacionamento, seria o mais sensato e racional possível. Eu ouvia relatos de amigos e pensava "esse tipo de coisa nunca vai acontecer comigo". Lembro de alguém que me contou ter chegado a cair no tapa com o namorado... e isso pra mim parecia tão absurdo! Outras coisas também, como ciúme (que só uma mente irracional e insegura pode conceber, assim eu pensava), medo de perder, traição...

E daí eu entrei num relacionamento. E em português bem claro: eu me fodi! Tudo o que eu imaginava que seria diferente foi EXATAMENTE igual. Bem, primeiro e mais importante de tudo: eu me apaixonei... e percebi que também sou capaz de amar. Segundo, eu fiz tudo, exatamente TUDO igual aos meus amigos. Fui ciumento, tive medo, tive vontade de brigar, de bater... eu não soube perder. Eu pedi pra ficar, eu lutei por algo em que não acreditava, eu me humilhei. Mas o legal de tudo é que mesmo assim eu não me perdi de mim... Depois que eu realmente perdi a parada, eu levantei a cabeça e decidi continuar, sem olhar pra trás, tentando ao máximo não me lamentar. E nisso eu fui vencedor.

Hoje é mais fácil perceber o quanto meu coração está aberto. Continuo enjoando de algumas pessoas rapidamente. Mas isso não me faz achar que não vou me apaixonar novamente. Na verdade, eu acredito que existem pessoas que só te servem em determinados momentos da tua vida, em momentos em que você precisa desesperadamente deles. Depois eles vão embora, e isso nada mais é do que Ka - destino. E isso não faz deles menos importantes.